Leilão de Imóveis
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Manabu Mabe

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Descrição do imóvel

Nasceu na Província de Kumamoto, atualmente cidade de Shiranui. Manabu Mabe imigrou para o Brasil no ano de 1934, então com dez anos, a bordo do Navio La Plata Maru. A partir de 1942, aos 18 anos, começou a trajetória de se tornar pintor. A pintura ficava limitada aos domingos, feriados e dias de chuva, pois, nos outros dias havia a necessidade de se trabalhar no cafezal. O Pai falece em 1949, nesta mesma época foi convidado a frequentar o Grupo Quinze, criado por alguns artistas entre eles, Handa, Takaoka,Tamaki e Kaminagai. A partir de 1950 inicia-se a sua carreira de pintor, tendo se mudado para São Paulo em 1957, fixando-se no bairro do Jabaquara, o qual até hoje está o seu ateliê. Em 1959 recebe o prêmio máximo em artes plásticas no Brasil, na V Bienal de São Paulo, o Prêmio de Melhor Pintor Nacional das mãos do então Presidente da Republica Sr. Juscelino Kubitschek. A partir de 1959, Mabe recebe diversos prêmios inclusive o Prêmio Braun, na I Bienal de Jovens de Paris. Infelizmente no ano de 1979 após uma série de três exposições no Japão, retornariam ao Brasil via Los Angeles cerca de 63 obras das 100 obras expostas, mas um acidente que até hoje não se sabe o que realmente teria acontecido desapareceu no trajeto Narita – Los Angeles, os seis tripulantes também sumiram e não acharam quaisquer destroços do avião. As principais obras que obtiveram o prêmio de melhor pintor nacional na V Bienal de São Paulo, Premio Bienal de Jovens de Paris e os da Bienal de Veneza foram perdidas, além de expressivos trabalhos realizados no inicio da carreira. Mas apesar da enorme perda do próprio acervo e do acervo de vários colecionadores, Mabe entrou em um ritmo de trabalho para que a sua obra continuasse viva, segundo ele no depoimento na época do acidente: “Sorte que não foi o pintor que caiu.”, “Mas a perda dos meus quadros me faz pensar que eu tenho muito que fazer ainda, que pintar sempre que puder sentir alguma coisa diferente, um prazer, porque um quadro não é uma coisa que a gente faz um atrás do outro. Um quadro é um pouco da gente.” Fonte: Instituto Manabu Mabe